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Magia de Sigilos
por Phil Hine
Sigilização é uma das técnicas mais simples e das eficazes formas de obter resultados mágicos usada por mágicos contemporâneas. Depois de ter conseguido sentir os princípios básicos da sigilização e ter experimentado alguns dos métodos mais populares de lançar sigilos, pode continuar a experimentar formas de sigilos que sejam únicas para si.O coração do processo de sigilização pode ser dividido em seis estados, que Eu vou tentar explicar com a sigla S.P.L.I.F.F.S – Intenção Específica (Specific Intent)P – Caminhos disponíveis? (Pathways available?)L – Ligações na intenção de viagem simbólica (Link intent to symbolic carrier)I– Intensidade da Gnose/Vacuidade Indiferente (Gnosis Intent/Indiferent Vacuity)F – Fogo (Fire)
F – Esquecimento (Forget)
1. Intenção Específica
O primeiro estado do processo é de que deve fazer a sua intenção mágica clara – o mais precisa possível sem, ao mesmo tempo, complicar demais. Intenções vagas geralmente dão como resultado resultados vagos, e quanto mais claro a for declaração de intenção inicial, mais provável é de se conseguir resultados de acordo. Uma conhecida minha uma vez fez um sigilo para se manifestar um amante, e deu indicações muito precisas sobre o aspecto dele, qual o tipo de carro que ele conduzia, etc. Escusado dizer, o seu “desejo” manifestou-se exactamente como ela tinha especificado, e ela descobriu que se tinha esquecido de especificar a “inteligência” dele no seu sigilo, e apanhou um aborrecimento!
2. Caminhos disponíveis?
Geralmente, os sigilos são excelentes a trazer resultados precisos de curto prazo, o que os faz excelentes para trabalhos de Resultados Mágicos – curar, manipulação de hábitos, inspiração, controlo de sonhos, e objectivos parecidos. Geralmente é considerado útil se “abrir” um caminho para que a intenção se manifeste. Há um exemplo padrão sob a forma de trabalhar para conseguir “dinheiro” que segue estas linhas: Frater Bater faz um feitiço por dinheiro e espera que o multiverso lhe dê os resultados. Nos meses seguintes ela ganha financeiramente após a morte de familiares, recebendo uma compensação industrial depois de ter caído numa colheita combinada, e mais coisas no estilo. Se ele têm tido a segurança de fazer um caminho para o resultado aparecer, como escrever um livro (há há), tentar arranjar um novo emprego, ou entrar na lotaria, teria tido um tempo mais agradável com isso. Esta é a maneira como trabalha a magia muitas vezes, e mostra que o multiverso, se nada mais têm um sentido de humor manhoso.
3. Ligações na intenção de viagem simbólica
Uma vez escolhida a seu intento, este pode ser transformado numa analogia simbólica ou código – um sinal sobre o qual possa focar vários graus de atenção, sem se lembrar do desejo inicial. As aproximações mais comuns a isto são:
(a)Monograma – escreva o seu desejo, tire todas as letras repetidas, e daí desenhe um glifo.
(b)Mantra – escreva a sua intenção, transforme-a em frases ou palavras sem sentido, que depois podem ser cantadas.
Sobre isto, também pode usar outros meios, como o cheiro, sabor, cores, linguagem corporal, e gestos com as mãos.
4. Intensidade da Gnose/Vacuidade Indiferente
Os sigilos podem ser projectados no multiverso por intermédio de um acto Gnóstico – normalmente, mas tal não é necessário, em algum contexto ritual/mágico. Caminhos populares para a Gnose incluem: rodar, cantar, visualizar, dançar, sobrecarga sensorial ou a sua privação, e estimulo sexual. O outro “estado alterado” é o de Vacuidade Indiferente – uma espécie de estado “não chateado em particular”. Um exemplo de sigilização por este caminho é brincar com sigilos enquanto se houve uma conversa aborrecida, mas em que precisa de tirar notas.
5. Fogo
Isto é simplesmente a projecção do sigilo para o vazio ou multiverso no “pico” da Gnose/Vacuidade. Exemplos disso são incluem o orgasmo, chegar a um estado de desmaio por hiper ventilação ou ser-lhe feita uma pergunta sobre a conversa aborrecida que supostamente estava a ouvir.
6. Esquecimento
Uma disparado o seu sigilo, é suposto que se esqueça da intenção original e deixar que o Efeito da Borboleta ou seja o que for siga o seu curso. Esquecer aquilo que pediu pode ser muitas vezes o lado mais difícil do processo. Não é mau que a intenção não seja aquilo que realmente quer (assim começando por sigilos por coisas que realmente não lhe interessam é uma boa maneira de começar a experimentar), mas é muito mais difícil se for algo que realmente quer que aconteça. Se não vaguear pelos pensamentos quando eles surgem, já não conta muito. Altura para outra analogia.
As constantes mudanças na teia dos desejos, quereres, medos, fantasias, etc. que saltam dentro da nossa mente podem ser comparadas a um jardim, apesar de mandão e crescido demais; flores, sementes, larvas, e a quantidade de jardinagem ocasionalmente enterrada. Indo através do processo sigilização pode ser comparado com o facto de ficar entusiasmado por ensacar o jardim. Você primeiro isola uma planta (i.e. a sua intenção), separa-a das outras, alimenta-a, rega-a e acarinha-a até que ela começa a destacar-se das outras e é claramente visível na paisagem, e de repente aborrece-se com este trabalho e entra para casa para ver televisão. O truque é, da próxima vez que olhar para o “jardim”, não reparar na planta a que deu tanta atenção.
Se a intenção se enredar com tudo o resto na sua cabeça, tende a projectar vários resultados possíveis – o que vai fazer com o dinheiro quando ele chegar, o que vai fazer ao rapaz/rapariga/comedor de formigas dos seus sonhos, etc. e o desejo começa a correr para todos os outros, diminuindo assim as probabilidades de ele acontecer como você queria.
Uma atitude útil a ter quando se lançam sigilos é uma vez lançado para o multiverso (que, como o Pai Natal, sempre recebe a mensagem), então tem a certeza de que vai funcionar, e que assim não precisa de fazer mais esforço para esse fim. Tal confiança tende a surgir depois de ter tido sucesso com outros sigilos. O resultado aparece quando o desejo fica latente – isto é o mesmo que dizer, esqueceu-se completamente disso e desistiu do deu efeito. A experiência é similar a pedir boleia numa estrada deserta ao fim da noite. Você está aí à horas debaixo de chuva, e “sabe” com um ar de certeza ameaçador que ninguém vai parar por si agora, mas estica a mão na mesma. Que diabo, eh? Cinco minutos depois, apanha boleia do rapaz/rapariga/comedor de formigas de dois sigilos atrás, a conduzir um Porsche e a perguntar-lhe até aonde quer ir. Enlouquecedor não é? Mas os sigilos funcionam muitas vezes assim.
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