Este
“bocadinho” explica” o Pentagrama Espiral referido no Ritual de Abertura
Discordiano.
O
Pentagrama tradicional é uma figura muito sólida e geométrica
– e Eu acho que para rituais de banição é muito apropriado.
“E depois”, pensei um dia “o que acontecia se começasse a usar uma
estrela de 5 pontas feita por curvas?” Pode ver o resultado em apenas alguns
minutos com o compasso (no computador levou una eternidade!) aqui por baixo.
Ao contrário do Pentagrama tradicional, com uma forma pentagonal
no seu centro, este repete a formação em pétala. Assim
quando o desenho (e são difíceis de desenhar no ar a principio),
Eu visualizo as pétalas exteriores a rodarem no sentido do relógio,
e as interiores em sentido contrário (nenhuma razão em especial
porquê), e toda a figura torna-se um túnel a 3 dimensões,
girando para o espaço infinito. Lindo, eh?
A
primeira vez que o experimentamos, foi apropriadamente, num ritual de invocação
de Eris, e pareceram funcionar muito bem. Não mantêm as coisas
fora, têm tendência a puxar energias para dentro. Também
os pode usar em projecção astral (ou no Pico do Caos, “Magia
Virtual”) para a abrir portas, e tendem a aparecer em sonhos enquanto portas
astrais. Para os fechar, Eu reverto o rodar das pétalas, e faço-os
“planos” outra vez, ás vezes usando um pentagrama normal sobre eles
só como uma boa medida. Eles parecem funcionar bem quando usados
num estilo de forma livre de trabalho, mas não quando usados em
sistemas tradicionais, como a Chave Menor de Salomão (as entidades
aí são estritamente conservadoras na maneira em como gostam
de ser evocadas, Eu acho). Se tentar o Pentagrama Espiral já agora,
Eu vou adorar receber ideias/correspondência sobre o assunto.
Com
todas as técnicas mágicas e rituais, é importante
distinguir entre Processo e Conteúdo. Uma das primeiras mensagens
da Corrente do Caos é que enquanto o conteúdo é até
certo ponto arbitrário, o que é importante é o processo
em que os rituais são baseados. O Ritual Discordiano de Abertura
por exemplo, é uma variante sobre o tema de ritual de Centralização
(ou Banição), aonde o objectivo é colocar-se a si
mesmo no “centro” do seu psico cosmo, no axis-mundi ou ponto nulo de onde
procedem todos os actos de magia. Os rituais de se Centrar também
agem como um aquecimento para os acontecimento maior, sendo o ponto de
entrada para o espaço, aonde de momento, Nada é Verdade,
e Tudo é Permitido. Seguindo o principal objectivo de um trabalho,
executar o Rito de se Centrar outra vez desloca-o de regresso á
esfera de Realidade Consensual. Ritos básicos como o normal Ritual
de Banição do Pentagrama, ou o Ritual Gnóstico da
IOT de combinação gestual, discurso, respiração
e visualização com diferente conteúdo, mas seguindo
o mesmo processo – identificação dos quatro pontos cardeais
direccionais mais o quinto ponto que representa a união com espírito,
caos ou Kia. Tais actos de ritual produzem mudanças na “atmosfera”
da área em que são trabalhados e com a prática, estes
sentimentos aparecem automaticamente sempre que o Rito é usado,
para que a mudança entre a realidade diária e as suas preocupações
(quem vai lavar tudo depois do ritual, etc.) e a Realidade Mágica
(o objectivo do ritual por exemplo) seja claramente percebido.
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